121 - Estrelas Cadentes
PITTSBURGH - Dinossauros, Pop Art e Quadrinhos
Estivemos em Pittsburgh, Pensilvânia, neste último fim de semana. A Monica teve uma jornada de formação dos leitores Guimarães Rosa e participamos do 20º Brazil Day, organizado pelo clube Brazil Nuts, da University of Pittsburgh. Enquanto a Monica estava lá, eu fui bater perna e conhecer a cidade.
Como sempre, busco lojas especializadas em quadrinhos que pareçam interessadas em material como o meu. Dessa vez, eu tive o privilégio de encontrar o Jeff, um dos donos da Phantom in the Attic Comics (que nome bacana!), e conversamos muito sobre quadrinhos, Brasil e uma das paixões dele: Sergio Mendes.
Depois, fui até a Doomed Planet Comics (outro nome bacana!), bem mais focada em quadrinhos independentes e alternativos. Agora, meu trabalho pode ser encontrado em dois pontos muito relevantes de Pittsburgh.
Outros pontos altíssimos dessa viagem foram as visitas aos museus. Primeiro, a dupla Carnegie: Museu de História Natural e Museu de Arte, juntinhos no mesmo prédio.
No primeiro, fiquei embasbacado com os dinossauros. Não importa quantas vezes eu já tenha visto ao vivo, é sempre impressionante. E eu sinceramente achei a montagem mais legal do que a do Museu de História Natural de NY.
No Museu de Arte, vi obras cativantes, impressionantes, ridiculamente fodas. Coisas de artistas que todo mundo conhece, coisas menos conhecidas e artistas locais. Fiquei encantado com algumas obras, especialmente por poder ir mais a fundo em sua concepção por meio do material de apoio.









As galerias nos dois museus não são imensas, mas carregam obras potentes, no tamanho e quantidade certos para te deixar encantado. Se você for a Pittsburgh e gosta de dinos e de arte, mesmo que um pouquinho, peço, por favor, que não perca a chance de visitar o Carnegie.
O outro Museu que me encantou foi o Andy Warhol Museum. Um museu inteiro dedicado ao maior nome da Pop Art que, veja só e eu não sabia, era nativo de Pittsburgh. Eu confesso: nunca fui muito fã do Warhol. Tinha pré-conceitos diversos com seu trabalho, com o conceito da Arte Pop que ele capitaneou… E claro, como sempre, praticamente tudo isso era besteira minha, derivada de muita falta de conhecimento. Eu me impressiono como passo a gostar mais e mais de Arte que, antigamente, não ligava, e isso sempre vem conforme eu aprendo mais sobre o movimento, o contexto, os artistas…
E é assim, né mesmo? A gente aprende, geralmente, sobre esses grandes nomes, suas grandes obras, movimentos e momentos históricos, em resumos de livro didático. Não há muito como aprofundar na escola e, mesmo na universidade, não dá para cobrir tudo. Outra: nem sempre você vai entender e processar tudo isso. É preciso maturidade, vivência, abertura, horizonte amplo… Não só em seu próprio trabalho e vida como artista, mas também em relação a tudo que existe, que veio antes e que está acontecendo agora. Não é fácil, mas é possível. Eu sei que me torno um ser humano melhor, mais interessante e com repertório mais vasto e, com isso, um artista e professor melhor.
Essa visita ao Andy Warhol mudou muita coisa aqui dentro, e me senti muito próximo dele por causa de alguns de seus trabalhos. Alguns dialogam com coisas que tenho aqui na gaveta mental de projetos e que quero desenvolver mais ainda agora (e não é quadrinhos!).
ESTRELAS CADENTES - Sessão Flashback
Hoje abri o Youtube para checar o vídeo novo (veja mais abaixo), e lá estava, no meio dos outros vídeos da timeline, essa pérola:
Esse é um dos únicos registros em vídeo da banda The Bourbon Street Beggars, da qual fiz parte entre 2008 e 2012, acho. Esse show foi num festival de bandas em Pedreira, minha cidade natal, em 2011, e estamos tocando uma música autoral chamada “Shooting Star”.
Engraçado pensar que todos esses jovens no palco já estavam encaminhados em suas carreiras profissionais nessa época, e hoje ninguém mais tem banda, que eu saiba. São amigos queridos há décadas e eu sinto muita saudade de tocar com eles.
SKETCHBOOK TOUR #30
Agora sim, o outro vídeo do dia! Chegou pra você um novo passeio pelas páginas dos meus cadernos de desenho. Dessa vez, é o caderno número 30, sem título, mas apelidado de “Queda Livre” por causa da primeira página. Esse caderno começa em 2/9/2013 e vai até 27/3/2014. Tem muita coisa legal nele!
Assista aqui antes de todo mundo, porque ele só vai ao ar oficialmente daqui uns dias:
DA PRANCHETA:
Depois de ver o 30º caderno, aqui tem algumas coisas do meu caderno atual, o 71º. Especialmente focado no meu dedão, ferido por uma malandra lata de tomate pelado, que atrapalhou quase tudo que faço na vida por uns bons dias. Cuidem bem dos seus polegares opositores!
Para ler todas as edições anteriores: ARQUIVO QUEBRA-CABEÇA











