123 - Cheio dos Borogodó
Trabalhar com Ilustração e Quadrinhos é bom demais.
BOROGODÓ
Você deve se lembrar que no ano passado ilustrei a capa do livro do meu querido amigo e músico extraordinário Octavio Deluchi, né? Ele publicou seus arranjos das composições da Chiquinha Gonzaga e foi um sucesso!
Agora, em 2026, colaboramos mais uma vez para criar a capa do novo disco, Borogodó! Mostrei um pouco do processo criativo nesse vídeo (minuto 13:20, você já viu?):
Depois de explorar várias versões do traço, ele escolheu a que eu mais tinha gostado também. A partir daí, explorei possibilidades com as cores e ideias que o Octavio me passou, focando principalmente no laranja e no desenho em branco, em vez de preto. Com a versão colorida definida, fiz vários estudos com os nomes do disco e dele na capa, mas no final decidimos por deixar só a ilustração, sem texto algum. E ficou linda! O disco será lançado apenas em formato digital por enquanto, mas eu adoraria ver essa arte numa capa de vinil…
Esta é a capa final do BOROGODÓ:
Que tal conhecer algumas das opções de capa que fiz antes de decidirmos pela versão final?









Aqui você pode ver o Octavio apresentando o disco e a capa:
Adorei fazer esse projeto! Música é algo que está constantemente comigo, embala meu trabalho, meu tempo sozinho, o treino na academia, tudo. Sempre quis trabalhar com ilustração para discos e outras produções musicais e teatrais, e ao longo da minha carreira, tive algumas oportunidades muito, muito legais. Quer conhecer esses trabalhos? Me diga nos comentários!
Acompanhe o trabalho dele e fique de olho pro lançamento do Borogodó em março:
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TRABALHANDO COM QUADRINHOS
Quando jovem, eu nunca duvidei da possibilidade de trabalhar com quadrinhos. Entenda isso como “ganhar minha vida de forma satisfatória com a produção, venda e vivência das HQs” e, ampliando um pouco, ilustração e ensino no mix. Com o tempo, provei que isso era possível e, entre idas e vindas e momentos excelentes e complicados, eu nunca deixei de trabalhar com arte e, com isso, pagar minhas contas.
Esses dias, gravei um episódio do Sala dos Professores da INKO sobre trabalhar com arte. É sempre bom revisitar nossa jornada pra entender como chegamos até aqui, o que deu certo e o que não, e como a gente aprende, evolui e supera desafios e perrengues. O episódio sai em breve, acompanhe no Youtube ou nas plataformas de streaming, como o Spotify.
Enquanto isso, queria mostrar alguns pedaços do processo criativo de um dos meus trabalhos atuais. Como comentei antes, estou fazendo HQs para um projeto didático muito bacana. Tenho me divertido explorando diferentes abordagens na criação das páginas e no estilo do desenho. Como tenho intervalos relativamente grandes entre as aprovações, o projeto respira e quando eu retomo, já não é mais a mesma coisa. Se por um lado isso é interessante por me permitir intercalar outros projetos, por outro lado tira um pouco do ritmo e do momento das páginas. O desenho sente esses intervalos.




Tem horas, inclusive, que eu gosto muito mais dos meus esboços do que do resultado final. É difícil traduzir a energia e a síntese dos rascunhos iniciais pra arte-final!




Aproveitando, logo sai um vídeo onde mostro mais do processo dessas HQs. Fique de olho!
DA PRANCHETA:
E aqui, desenhos que não estão relacionados a trabalho. Duas moças e um peru pirado.
Para ler todas as edições anteriores: ARQUIVO QUEBRA-CABEÇA





